Vermicompostagem
As minhocas são exímias na degradação dos resíduos orgânicos uma vez que o seu corpo funciona como um reactor no qual a matéria orgânica é transformada em húmus. A dieta das minhocas é constituída pelos mesmos “alimentos” (resíduos orgânicos) utilizados na compostagem, ou seja, são permitidos os restos de: Da mesma forma, não convém adicionar:
São pois as minhocas que representam a grande diferença relativamente à tradicional compostagem doméstica e que por sua vez vão caracterizar a vermicomposatgem como um processo que não precisa de um grande espaço para ser realizada e não produzir odores. Ideal, para realizar no interior de uma casa ou apartamento que não tenham jardim.
De entre os milhares de minhocas que existem, poucas são as que conseguem sobreviver no ambiente de alta concentração orgânica que se forma na compostagem. As espécies comerciais mais utilizadas na vermicopostagem são a Eisenia Phoetida (minhoca vermelha da Califórnia) e a Lumbricus Rubellus (minhoca dos resíduos orgânicos), e em menor escala, a Eudrilus Eugeniase (minhoca gigante africana).
Estima-se que, por dia, uma minhoca possa digerir o seu peso em resíduos orgânicos e vivem aproximadamente um ano, podendo atingir cinco anos ou mais, em condições favoráveis. Das condições desfavoráveis ao desenvolvimento das minhocas, apontam-se a frequência de trovoadas, a falta de alimento, o excesso de população de minhocas, as condições de temperatura, pH e humidade da cama desadequadas, etc.